Percebi meu reflexo numa poça d’água.
Eu não me reconhecia.
Aqueles olhos... Os traços... Os olhos vazios. Houve uma época em que habitei aquele corpo.
Mas isso fazia muito tempo.
Chamam de morte quando o corpo perde a alma. Eu estava morta.
Meu corpo trazia todas as marcas de uma vida que insisti em não viver. Eu não estava ali, não de verdade.
Nas minhas mãos sujas de areia a conexão com uma realidade que nem de longe me pertencia. Eu não me pertencia.
Eu estava perdida.
Geograficamente o destino pouco me importava. Pra longe, bem longe, numa outra estação, quem sabe.
Aqueles olhos... Os traços... Os olhos vazios. Houve uma época em que habitei aquele corpo.
Mas isso fazia muito tempo.
Chamam de morte quando o corpo perde a alma. Eu estava morta.
Meu corpo trazia todas as marcas de uma vida que insisti em não viver. Eu não estava ali, não de verdade.
Nas minhas mãos sujas de areia a conexão com uma realidade que nem de longe me pertencia. Eu não me pertencia.
Eu estava perdida.
Geograficamente o destino pouco me importava. Pra longe, bem longe, numa outra estação, quem sabe.
Minha imagem mais nítida e imperfeita.
Eu poderia dar um grito e levantar dos mortos?
Sorri.
- Nunca estive melhor.


